Na janela batia a chuva das minhas penas Eu ouvia o perfume da ilusão a entrar No silêncio que profana meu pensar Vinham moças, pele queimada, morenas No vazio de meu peito ardem chamas Apagando as imagens de meus sonhos Eu perco o canto de quanto me amas No aperto de teus beijos, som de teu abraçar Sinto o sabor da corrente que passa Procuro conte-la com um fio de amor Paro meu coração por segundos Deixo a palavra calar-se com dor Do calor rego meus sonhos tão fundos Vejo-te crescer em mim, flor Meus desejo, deixar-vos a todos viver Vendo a chuva mansinha na janela a bater Eu de coração cruzado Desejo eternamente com esta visão Para sempre adormecer.
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