Que dirá a nuvem ao vento

Vai depressa, vai devagar

Quero fugir quero regar

Quero deixar o sol brilhar

Estar longe ao entrar o luar

Deixa-me cair ali, ver o verde

Cor da esperança esse verdinho

Vento, deixa-me cair maciinho

Depressa foge desse areal

Os cactos é só espinhal

Quero cair onde vir um rego a seguir

Vento, quero eu e tu formar vozeirão

Incendiar a floresta, ver o inferno no chão

Agora vento abre-me

Deixa-me esse inferno apagar

Quero cobrir os astros

Deixar tudo na escuridão

Fazer ribombar o meu trovão

Agora vento leva-me

Deixamos o poeta escrever

Clamando o que andamos a fazer

Tu vento zune nos beirais

Mas não arranques os ninhos dos passarinhos

Leva-me ali vento

Quero cair e com força fazer corrente

Para dar luz alumiar à gente

Nuvem e vento

Somos parte da mãe Natureza

Nós os dois demos à gente viver

E fazemos com que a terra

A todos dê de comer

Tudo isto é uma beleza

Mas ninguém tem mais poder

Que a mãe Natureza!


Por: Armando C. Sousa


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