Que dirá a nuvem ao vento Vai depressa, vai devagar Quero fugir quero regar Quero deixar o sol brilhar Estar longe ao entrar o luar Deixa-me cair ali, ver o verde Cor da esperança esse verdinho Vento, deixa-me cair maciinho Depressa foge desse areal Os cactos é só espinhal Quero cair onde vir um rego a seguir Vento, quero eu e tu formar vozeirão Incendiar a floresta, ver o inferno no chão Agora vento abre-me Deixa-me esse inferno apagar Quero cobrir os astros Deixar tudo na escuridão Fazer ribombar o meu trovão Agora vento leva-me Deixamos o poeta escrever Clamando o que andamos a fazer Tu vento zune nos beirais Mas não arranques os ninhos dos passarinhos Leva-me ali vento Quero cair e com força fazer corrente Para dar luz alumiar à gente Nuvem e vento Somos parte da mãe Natureza Nós os dois demos à gente viver E fazemos com que a terra A todos dê de comer Tudo isto é uma beleza Mas ninguém tem mais poder Que a mãe Natureza!
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