Sítios
queridos estou a olhar
Não será o derradeiro enxergar
O verde dos pinheiros erguidos
No negro do horizonte abanar.
Meu
bem sinto tantas saudades
De tudo que me está a lembrar
Do ar que respiro e que eu bebo
Do pólen dos pinheiros a desflorar.
Ramagem
que o cheiro nos envia
Pelo vento que sopra bem agreste
Entre as agulhas zunem e assobia
São anúncios de chuva e tempestade.
A
calma aqui vive candura e amor
Não tempestade ou calor que escalda
Ó rosa selvagem és linda grinalda
Ó suave jardim; cravo em flor.
Ó
folhas verdejantes que odor empresta
És inocência, que cresces com pudor
Uma delícia que a meu jardim empresta
É a vida da natureza em forma de cor.
Por
ti natureza eu trocava minha vida
Não sei se nela tem espírito ou alma
Mas pelo teu cheiro e suavidade
Pelo ar fresco que respiro.
E
tudo que há em ti...Calma!
Saudação
à mentira nunca lha dou
Mas ajoelho sempre que posso à verdade
Rirei da mentira, e do impostor
De tudo o que é reto tenho saudade.
É
angústia que a verdade traz ao mentiroso
Vejo seus olhos aterrorizados de verdade
Ouço gritos, a vida ainda não acabou
Mas agarrado à mentira ficou.
Lembra-se
do verde do pinheiro com saudade!
Diz
adeus à verdade num derradeiro olhar
Então na rudeza da mentira em si erguida
Detesta o tratamento da sociedade
Vez o paraíso da verdade em ti perdida.
Rude
e feroz, abraças a mentira preferida
Dizes ao negro dos montes em ti erguido
Zuni ó vento agreste; fazei tremer
A verdade que dilacera; com teus rugidos.