Quando eu me vestir, que
fato devo usar
Fato de hipocrisia, de rancor e de cinismo?
Fato da modéstia e amor, que sempre usei
Ou o fato do algoz vaidoso, do capitalismo.

Quando
me vestir, para todos me reconhecer
Usarei um fato vincado, e ao peito uma flor
Aquele fato de riso, que sempre te deu prazer
Sim! Aquele que usava quando fazia amor.

Talvez
vá vestir outra vez, o fato do sonhar
Aquele fato de esperança, de contigo voar
O azul, quando só pensava-mos em beijar
O fato do paraíso da vida, seu nome, ama.

Quando
me vestir, usarei o fato da inocência
Quando declarava, que a verdade é puro
amor
Aquele que mais usei em minha vivência
Que me fazia feliz, e nunca me causou dor.

Quando
me vestir, será o fato de liberdade
Aquele fato, por quem eu sempre lutei
Aquele que, se me faltar morreria de saudade
E afinal é o fato, que poucas vezes usei.
Por:
Armando C. Sousa
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