Os anos começam
a pesar, não sou criança
Não me lembro de brinquedos, que não fizera
Apenas, este momento vem à lembrança
Cheiro de flores e alegria da primavera.
Ainda sinto a alegria dos tenros anos
Corria com a arca ao encontro da felicidade
Lembro-me da fome e muitos desenganos
Mesmo assim da meninice tenho saudade.
Era menino a morte do pai roubou-me confiança
A falta que um pai faz ainda não conhecia
Depois a guerra roubou toda minha esperança
Com a negrura da fome minha mãe gemia.
Tantos anos sofrendo, então alcancei o sucesso
Mas também conheço o sabor amargo do fracasso
Hoje viver sem dor é tudo que eu peço
Um sorriso dos netos, da esposa terno abraço.
Lindos amores sairão da esposa e de meu ser
Gente invisível que vivia, e de amor saiu de mim
Oh que ao dar vida senti tanto e enorme prazer
Anos estão passando, o prazer chegando ao fim.
Por: Armando C. Sousa