Vento, eu te amo quando vens de mansinho
Em ciclone és mau não tens carinho.

Vento, tu és terrível para o fogo espalhar
Mas quantas vezes levas a desgraça para o mar.

Revoltas as águas, faz as águas zangar com a terra
Por causa do esterco que o homem no mar enterra.

Não acredito em ti vento e teus redemoinhos
Quando vens suave amo os teus carinhos.

És poeta, cantas devagarinho, fazes o fogo atiçar
Noites frias à lareira, convidas a abraçar

Vento, as tuas rajadas, parecem que trazem dor
Mas nos campos se abanas espigas
A quem se deita nelas trazes amor.

A poetar falo com o vento, uso sua voz
Agarro-te vento, porque não és de ninguém
Não tens leira nem beira, és de todos nós.

Andas por todos os lados daqui para além!

Vento me faz viver, é ar
No seu colo vem a água o fogo apagar
Não és certo, se vens sozinho é para nos castigar.

Tu e o fogo, nesta correria muita gente fazes morrer
Também trazes à praia muitos beijinhos
Se estás mansinho atrás dos penedos muito prazer.

Homens e mulher agarradinhos a mexer
Enfim vento, obrigado,sem ti não posso viver.

Por: Armando C. Sousa

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