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Na
parreira do loureiro ou até no silveiral Vê
abrir a janela, mulher mais bela do lugar Debruçada
no parapeito, ouve o belo rouxinol Rouxinol
apaixonado ao ver tão grande beleza Em
cima de cada bico ela ali pôs um greirinho Vôou
para meu roseiral perto da minha janela Quis
ser o rouxinol, podesse cortar uma rosa A
noite quando chegava, o cantar do rouxinol Ficava
apaixonado perante beleza de tal visão Uma
noite não ouvi, o canto da lida melodia Minha
tristeza era grande até o nascer do sol Um
dia vi-a passar essa mulher tão formosa Vi
no chão o passarinho que não ouvia cantar Foi
um pico da roseira se espetou no seu cantar Havia
noites que ficava até ao nascer do sol Por:
Armando C. Sousa
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