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O que fui já não me lembra... O que sou hoje, é como fungos Sim fungos que cresceu e vai morrer... Vai morrer parte dele, mas o fungos continuara crescendo... A cidade é como um grande jornal que todos podem ler... Mas nem todos lêem as mesmas noticias... Debaixo das nuvens crescem edifícios como colmeias Nós enchemo-las, mas o mel que deixamos nos matará Olhai; já penso bastante se não penso em nada... Mas que sei eu do nada? Não sei ao que vós chamais alma! Que sei eu do Deus que vós conheceis! Que sei eu afinal do mundo!... Mesmo com as
cortinas fechadas Nem a dormir ou a sonhar... Isto é um mistério!... Mas sei lá verdadeiramente o que é um mistério... Vocês sabem tudo; guardem então o que sabem... Eu só espero que a ciência me ensine... Chamam-me louco? Vocês só lêem se quiser! Queriam que eu casasse com o que vocês dizem? Deixem-me sozinho e tenham paciência... Porque havemos de pensar igual juntinhos? Porque é que o céu é tão grande e não reflete a verdade? Pelo menos ninguém, mesmo ninguém a sabe... Mas deixem-me;
quando eu chegar ao abismo... Ficarei só rodeado dos que vão nascer... Do nada que
são ninguém os pode ver. O armando pensando
sozinho para vos entreter... Por:
Armando C. Sousa
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