
Lavaste naquele
fio
Os panos que eu mijava
E cantavas com paixão
Tantas vezes esta balada
Tu choras por não ter pão
Vida pobre mas honrada.
Naquela mesa
redonda
Tantas fraldas te despi
Creio que não há conta
Dos beijos que dei em ti
Lagrimas que me banhava
Hoje as lavo aqui.
Luzerna, Oh luz
da vida
Cheiro da cama que dormia
Com ternura e sentimento
Tua alma em mim nascia
O meu amor era imenso
Feliz eu era nesse dia.
Agora lavo no
fio
O que talhei nessa cama
As mágoas da minha vida
Da minha paixão insana
Olha tu es o bem sagrado
Que esculpi nessa cama
Hoje velho eu
escrevo
As canções que tu cantavas
Naquele reguinho D’Ôres
Quando meus panos lavavas
Para esqueceres tuas dores
Em voz alta; Mãe cantavas.