Ser
a água
Como homem eu queria ser a água
Água que desliza tuas curvas proibidas
Em todos os pontos de prazer ficar metida
Retirar todo o ciúme, viver sem mágoas.
Como água!
Corria todo o teu corpo sedoso e de desejo
Brincava nas orelhas a correr de vagarinho
Passava nas montanhas de picos sadios
Delas escorria em pequenos Reguinhos.
Como água!
Eu passava e refrescava-te com amor
Num enigma sem fim que alivia a almas
Dava-te o prazer que dá o orvalho à flor
Saciava tua paixão em ondas calmas.
Como água!
Tu serias fêmea, eu água macho amoroso
Eu viveria para acalmar o vulcão de tua dor
Batendo em ti, abraçando-te em espuma
Tu beijarias a água, com ela fazias amor.
Como água!
Neste encontro residia o sentir de tua habilidade
Farias desabrochar o botão, abrias tua flor
Nunca haveria fim em nossa paixão e amizade
Em cada banho ou chuveiro, fazíamos amor.
Por:
Armando C. Sousa
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