Quando
o sono
Quando
o sono, do realismo me separa
A noite vem a beleza da terra encobrindo
Meu ser vagueia no infinito e se agarra
Meu corpo descansa, está dormindo.
O
amanhecer chega com a força do viver
Sinto os olhos abrindo na escuridão
Amor à vida que em mim está a nascer
O pensamento procura amor, matando a solidão.
Salto
nas calças, para me cobrir
Vou ao espelho para lhe dar os bons dias
Em frente a ele me fico a sorrir
Pedindo conselhos para as minhas poesias.
Ele
diz: Pega na toalha e te vai banhar
Canta no chuveiro à força de teus pulmões
Pega nas alegrias de teres renascido
E procura dar-lhas a outros corações.
Em
frente ao espelho a cara quer ficar a barbear
Quero receber os bons dias da esposa
Sua cara macia não quero picar
É tão importante para quem velhice goza.
Um
beijo de amor e um abraçar
Quantas vezes se torna num rolar
O dia é mais bonito com um sorriso
Como o sol quando está a brilhar.
A
alegria é na terra um paraíso
O amor mais terno em noites de luar
O cansaço volta quando o sono vem
E o pensamento vai passear além.
Por:
Armando C. Sousa
Música:
Fado dos sonhos
Enviar
a um amigo
clique ao lado!!! |
 |