Por: Armando C. Sousa

Eu sei que não sou poeta
Mas venho contigo brincar
Tanto entro a correr
Como entro devagar

Eu quero mesmo que ouças
Minhas palavras macias
Não levo no vinho sonhos
Mas sorrisos e alegrias

Não posso competir contigo
Na rima do poetar
Tenho as chuteiras rotas
Já posso mal chutar

Os mistérios ainda mostrava
E fazia-os trabalhar
Mas a distancia é grande
Eu não posso caminhar

Se te pudesse encontrar
E te desabotoar a blusa
Para brincar com os botões
Se é que ninguém os usa.

Pela mosca da fechadura
Virias sair paixões
E a espuma do mar
Sairia mesmo aos puxões.

Contigo a poetar...

Quando a maré estivesse baixa
Mesmo atrás dos penedos
Perfumaria a tua pele
Se brincares com meus segredos.

Saberias que este poeta
Sem chuteiras para chutar
Mas mesmo de pé descalço
Te iria fazer gritar

Mas não em gritos de dor
Gritos de tanto gostar
Das minhas palavras de amor
Só os dois a poetar...



Por: Pequenina

Sei que és um grande Poeta
Disto não vou duvidar
Brincar contigo é Perigo
Vejo que vou me estrepar.

Dizes estar rota as chuteiras
Tudo isto pra me tentar
Tentar que eu acredite
Sei que estás a te enganar.

Porque a mim não enganas
Conheço o teu poetar
És mestre na arte dos versos
Eu sou fraca no rimar.

O meu mar irás conhecer
E creio que vais gostar
Se a maré for alta ou baixa
Não vamos nos importar.

Com esta voz tão macia
O mar irá se acalmar
Teus versos são puro amor
As ondas irão sonhar.

O vinho terá o sabor
Regado ao som do meu mar
Sabor de que quero mais
E só nos dois a poetar.

A blusa não mais existe
Nem sei onde foi parar
Diante de tantos gritos
Por certo pôs-se a voar.

Quanto, as chuteiras rotas
Cerzirei com muito amor
Terás os pés bem calçados
Em troca dá-me uma flor...

Contigo á Poetar...


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