Ó mar!

O mar que me salgas a alma
Que me deixas sem lagrimas para chorar
Pensando naqueles que com calma
Passavam meses e meses a navegar.

Quantas mães choraram
Ao saber que seus filhos ias tragar
Tu os guardavas nas tuas tenebrosas goelas
Não voltavam…nem caravelas.

Tu ó mar!

Quantas moças ainda só com primeiro beijo
Viram partir o prazer de o ter dado.

Tu ó mar!

Quem nada te fez para te ver zangado
Roubaste de seu pensamento o grande amado
Tu mar, rodeias a casa onde vivi
De tua espuma branca fazes sal.

Do suor que tantos deixaram em ti

Hoje mar!

Será o espaço que será preciso vencer
Existe lá, muitos Bojadores
Será dum outro mar que querem conhecer
Onde tantos vão flutuar.

Em cinzas ficarão seu suores.

Mas é em ti mar!

Que eu estou agora a pensar.

Por: Armando C. Sousa

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