Onze de Setembro num ano do terceiro Milênio
Desmiolados por um deus de ódio e de pobreza
Fizeram o que ninguém pensava para tal ter gênio
Deixando paralisados ricos, com medo de certeza.

Pegaram nas palavras odientas presidenciais
Pegara na lenha que a riqueza tinha juntado
Chegaram, fogo às idéias bárbaras, e descomunais
Deixando o mundo de liberdade todo enlutado.

O mundo chorou ao ver as imagens na televisão
O desmoronar das irmãs gêmeas bonitas altaneiras
A liberdade erguida para o espaço, o nosso coração
Ali se albergava gente de todas as raças e bandeiras.

Quem foi?... De certeza ignorância ódio e pobreza
Ensinamentos duma religião que não devia existir
Ensina a mutilar a mulher e não tem pão na mesa
E de sangue inocente o mundo livre veio tingir.

Quem é culpado?... Ignorância pobreza e ambição
Dinheiro da droga que ninguém sabe de onde vem
Políticos e riqueza que denegriram o coração
Esqueceram da ciência, daqueles que a não tem.

Queria ver o terrorismo e ódio da terra desaparecer
Mesmo professores e alunos e crentes em fogo arder
Mas tenho pena que no meio disto sofram inocentes
Então preferia mais saber e igualdade entes as gentes.

Formarem neste Milênio uma só religião, ciência e amor
Contenha apenas, água, ar, pão, trabalho, mulheres, e cor
Porque assim, em vinte anos as almas do mundo dobraram
E a mãe natureza chorará por a todos não poder dar pão.

Por: Armando C. Sousa
Em - 11/09/2001