Procuro a paz, fujo da guerra
Apenas queria batalhas de amor
O cheiro dos eucaliptos e mimosas da minha terra
Principio da primavera, quando estão em flor.

Queria voar através das ondas e planetas
A arma mais mortífera ser o computador
Que levasse a todas as mentes
Uma guerra de poesias e histórias de amor.

Que vossa imagem viesse regalar meu olhar
Dar força há palavra que viajará no futuro
Que a mais rude delas fosse a humanidade amar.

Gostaria de fazer com vocês uma viagem
Por momentos deixar a virtualidade
A cada lábios de mulher poder beijar
E aos poetas um abraço de saudade.

Não mora dentro de mim a religião
Não sei erguer as mãos para rezar
Mas nasci com um meigo coração
Não sabe a humanidade intrujar.

Vou correndo assim os horizontes
Tendo igualdade como companheira
Livre e puro como o ar das cristas dos montes
Procuro paz, guerra é da vida traiçoeira.

Poetas e poetizas vamo-nos juntar
Usar balas no nosso computador
Contra os cruéis vamos disparar
Fazendo sempre nossa guerra de amor.



Por: Armando C. Sousa