O amor dum poeta
é diferente, é sem fim
É um espaço no infinito que não se
vê
Podem ser insetos nas flores do jardim
Serão beijos trocados e doçura com você.
O poeta ama o encontro
e estalar do beijo
Ama um olhar de alguém que espera
Ama a beleza da chuva ou do lampejo
Ama dias risonhos e meigos da primavera.
A lua do poeta é
mais doce, tem mais luar
O céu é imenso, o azul mais azulinho
Nesta imensidão, cabeças unidas a sonhar
As mãos percorrendo o corpo de mansinho.
O poeta descreve
recordações de infância
Mas segue no futuro amando-o sem vacilar
Segue enfrente, não pensa na distancia
Mas um dia ruído de saudades, quer voltar.
O poeta leva outra
língua no pensamento
O poeta procura sons e rimas de amor
Mesmo sol, luar, estrelas no firmamento
Disposto a vencer, com alegria e seu suor.