Verdade, minha musa já vão muitos anos que partiu
Olho para a fotografia; pinto em mim a beleza do amor
Penso nos dias que me recolhia a seu peito e me sorriu
Jardim do lar, era o mais lindo; mas havia fome e dor.

Hoje o esboço dessa pintura, não a posso comparar
Quando pousava seus braços, era a leveza primaveril
A jóia mais rica que não existe no sol lua ou no mar
Carregou-me vida, deu-me o mundo de luz, em Abril.

Essa musa me fez acreditar em amor, em fidelidade
Carrego-a na mente noite e dia, seu doce e leve sorrir
Vejo na fotografia suas candeias alumiando bondade.

Eu, filho da mulher que me deu vida, não te vi partir
Olho a fotografia, pinto minha aldeia ou minha cidade
Donde estas me vez sorrindo; breve nos vamos reunir.


Por: Armando C. Sousa