A
taça cheia vê os olhos que querem beber
Sentem a dor dos que a querem esvaziar
Imagino o desejo que contem, e o prazer
Taça lamenta no estado em que vai ficar.
Taça
conhece, nela está veneno e o divino
Cheia, esta filosofia, a brutalidade e prazer
Cada um bebe, será o prazer ou o destino...
Será... os olhos desejam o que estão a ver?
A
taça estiver em escuridão para o desejo?
A mulher que não existe se poderá beijar?
Haverá vida na perfeição de um azulejo..?
Será que essa perfeição se poderá
abraçar?
Olhos
vêem a taça, não a podem esquecer
Sabem que na mente esta um Porto fino
Lambe os beiços, sentindo todo o prazer
Como uma chupeta, o fazia rir em menino.
A
taça vê teus desejos de beber; esvaziar
Olhos metem corpo em erupção e loucura
O prazer tem gesto diferente do de amar
Olhos pedem a taça, o amor, noite escura.