Pequenina aldeia da montanha eu nascia chorando
Meu primeiro pão, leite, maminhas de minha mãe
Tornaram fortes as pernas principiei a engatinhar
Corria com as mãos como um macaquinho também.

Abria-se a beleza com meus primeiros dentinhos
Sorriso foi colado na minha cara macia e corada
Chamavam Armandinho dos abraços e beijinhos
Ria ao puxar, voltava a rir, fazer uma caracolada.

Coração de mãe, ficava descansado e contente
Logo voltava a dar-me as fontes de meu viver
Sorriso deixava minha mãe feliz não era doente
A noite no meu berço, a mãe dormia de prazer.

O amor de mãe me cobria e beijava noite e dia
Era sua fortuna que no seu seio bem guardava
Cantava-me para eu adormecer sua bela poesia
Sossegadinho como anjo na noite ria e sonhava.

Mãe! Que ainda hoje me viste de pena na mão
Mãe! Sorrir agora, de noite falaras dos segredos
No meu pensar, vives sempre em meu coração
Mãe estás sempre presente, alivias meus medos.


Por: Carneiro Abril