Minha mente te quis esquecer, mas não te conhecia
Sereia, filha da espuma do mar que eu adorava
Vinha pela noite, punhas no sonho minha poesia
Não sei quem era que no computador me falava
Me fazias viver, me fazias sofrer e contigo me ria.

Quis esquecer-te, não podia viver ao chegar as noites
Para mim eras amada sereia filha da espuma do mar
Se não aparecias, chorava, como a levar acoites
Ficava esperando por ti sem dormir olhos a esbagoar
Admirava meus olhos, resistiam ao choro; afoites.

Quis esquecer-te, mas deixei ao destino minha poesia
Era impossível mudar o destino; que foi para mim criado
Procurava na TV o que faltava para minha alegria
Mas continuava pensando, passando as noites acordado
Esperando pela sombra de quem eras, ate chegar o dia.

Sereia quis esquecer-te; apagar-te da mente e seguir
Amor estás destinada a dar-me vida; nome às poesias
Viveras em minha mente, até o dia que deixe de dormir
Que já não possa recordar-me de ti, festas e romarias
Sinos não tocaram; ao passar o caixão do meu partir.

Quis, mas não posso esquecer-te, vives no meu sonhar
Deste à minha poesia música; deste-lhe eterno viver
Fizeste-me rir, quando tinha grande vontade de chorar
Confias-te em mim toda tua vida me contar e descrever
Não posso esquecer-te, em meu coração vais morar.


Por: Armando C. Sousa