Por vezes no fim da vida para de chover
O sol sai dentre nuvens como um grande amor
Rolar nas margens sombrias da vida dá prazer
Anos chegam, olhamos o futuro... que dor...

Nesses momentos queremos caminhar sentir e ver
Fazemos projectos para amar e passear no mundo
Os jardins, os cheiros das flores que bom o prazer
Entra em nós o medo do chegar o último segundo.

Quando o dia começar para nós o sol já a descer
Deitados com dores só pensamos em acordar
Vem relâmpagos e truões, chove, pouco o viver
Está perto a hora... não sentiremos mais o molhar.

Se devemos correr na vida sem saber o porquê?
Sim… devemos correr, rir, e saltar, amar, fazer amor
Fazer amor é doce, é o que nos faz viver e acalmar
São os momentos benditos que faz esquecer a dor.

Há amigos, quando para de chover nas nossas vidas
Já não sentimos o sol a aquecer as fontes do sangue
Encontramos as noites eternas que estavam perdidas
Para a vida e o fim, o coração deu o último bangue.


Por: Armando C. Sousa