Hoje dei as mãos a vida e fomos passear pela calçada
Encontramos muita gente contra a mão, derivando
Levávamos um sorriso para emprestar a tristeza desolada
Deixamo-lo na boca de tantos como nos passeando.

Bastava um bom dia, lhes oferecer amendoins, para a passarada
Estes congraça os abriam e com um sorrisos os mastigavam
Conversa vai, conversa vem, a gente conversava sentada
Uma risota... os pássaros vinham aos amendoins e pousavam.

Devagarinho saímos da calcada florida, entrando na alameda
Sempre com o sorriso pronto para emprestar
Encontramos algumas criancinhas atirando pedras ao rio
Não!... Eram aos patos que estavam pedras a atirar.

Os pais ao longe, numa mesa jogando cartas ao desafio
Temi que alguma coisa de mal as crianças, se poderia passar
Peguei no saco de amendoim e os atirei ao ar, elas corriam
Pedras caíram ao chão... logo tantos sorrisos nas faces a boiar.

Entre as flores do parque, vi tanta gente contra a mão
Não sei se matavam o tempo, ou se lhe faltava pão na mesa
Mas a tristeza dessa gente me dilacerava o coração
Mais igualdade e um sorriso, sai alegria... a maior riqueza.


Por: Carneiro Abril