26 de Abril 2009, dia lindo, entrou na
minha história
Plantei a mesa; nela os passarinhos vão ter seu pão
Cometi um acto que a meus filhos e netos fica de memória
A esta idade, dei doce prazer a esposa e a meu coração.
No quintal, com minhas mãos, plantei
a cerejeira em flor
Talvez viverei para ver no seu esplendor esta beleza
Ver entre as folhinhas pássaros aos beijinhos com amor
Sentir seu perfume, sua sombra, mais beleza à natureza.
Hoje meu ser sentiu-se feliz, poder ainda
a árvore plantar
Semear alfaces que em poucas semanas colherei fresquinhas
Ao pátio voltara a doce vida; cervejas, sol e a conversar
Fogareiro aceso; bifes tenrinhos, gordas e frescas sardinhas.
Sorrisos alegres estalarão, sinal
do prazer, e viver, do amor
Netos pensarão, ali está um marco; apontando a
cerejeira
Da vida pelo mundo fora que levou o vovô, trabalhe e ardor
Aqui, que em nossa infância, corria-mos na brincadeira.
Cerejeira;
memórias dos vovôs, vem nossa infância perpetuar
Dois pedaços de Portugal aqui construíram seu
ninho
Aqui cometemos travessuras, um beijinho da vovó para
curar
Ali a casa, pão e mesa, vai haver chilrear; muito beijinho.