Hoje aqui estou, perguntado ao vento, o que farei como refeição
Bife não quero, pode ser de vacas loucas, aumentar minha loucura
Suíno também não... só uma sanduíche de manteiga e pão?
E a minha esposa que lhe darei para quebrar sua amargura?.

Ha! Amor, tantos anos estiveste cozinhando em frente ao fogão
Sempre me guardavas e servias o melhor pedacinho
Agora não o podes fazer, uma dor e ferida em meu coração
Esta luz me fez sorrir, vou assar para ti um coelhinho.

Vou ajudar-te a sentar, vou por vinho e candeias na mesa
Quero que lembres dos bons momentos do nosso namorar
O sol esta sorrindo... vou por flores, que amaras de certeza
Sei que sentes dores, mas quero sentir outra vez teu abarcar.

Quero me sentar contigo no pátio e ver os pássaros vir comer
Irei regar as flores quero as ver lindas e fresquinhas
A tarde acenderei o BBQ em frente me prostrarei com prazer
Vegetais assados e de Peniche boas e gordas sardinhas.

Sentados no pátio vamos esperar que chegue o prateado luar
Vamos deixar nossa mente viajar no passado alem... alem
Vamos agarrar nosso beijo nossa loucura de abraçar rolar
Vamos rever tantos anos de alegria, e nossas tristezas também.

Regressando vais para a cama, sozinha, para te não magoar
O reumatismo faz-me voltar, sonhando pisando inconsciente
Não quero ouvir-te; com tuas dores, gemer ou chorar
Amanhã em frente ao fogão, pensarei no que irei cozinhar.



Por: Armando C. Sousa