O
vermelho aveludado das rosas salpicadas de orvalho
Um esplendor quando o sol bate nelas ao romper do dia
Na cerejeira ouvir o melro e a cotovia, um em cada galho
No pátio ouvir esposa cantar; me da enorme alegria.
E lindo admirar as multicores dos amores
a florir
Que gosto pegar na salada, pequena, mas tão fresquinha
Ver a pequenina cerejeira, as baquetinhas imergir
No pátio o cheiro a pão fresco e da gorda sardinha.
Que alegria ouvir a rolha a saltar da
garrafa do bom vinho
Abrir a cadeira comprida onde a esposa se vai deitar
Ao fazer o B.Q.Q. receber dela um abraço e um beijinho
Saudades dos belos tempos, que passamos a nos lembrar.
Prazer ver os feijões a partir
a terra folhinhas a se abrir
Sentir o cheiro da alfândega, da alfazema e do manjerico
Ver os tomates a crescer, a esposa olhando a sorrir
Saber viver... depois de obrigações, a poesia
me dedico.
Depois de regar as flores, repara; vê-las
sorrir; é lindo
Se as vires raquíticas e tristonhas, adubo as faz sorrir
Se elas falassem, adubo carícias e água estão
pedindo
Em pouco tempo poderás ver seus botõezinhos abrir.