Fato preto vestia, mudo atravessei os grandes portões
Naquela erva verdinha e naquele Pó, tanto amigo jazia
Ouvia os gritos mudos de saudades, de doridos corações
Pó... jogaram comigo a bugalha e pião, toda a alegria.

Linhas de árvores como eu silenciosas pareciam chorar
Pó silencioso dava gritos beijos e abraços de tanto amor
Junto a mim uma jovem, linda prometi para vida no altar
Regar sempre seu belo canteiro, seria a mais preciosa flor.

Tantos botões mo deu, todos floriram e me deram botões
São parte deste que em breve também é um mudo calado
Ainda estão a deixar crescer em si amor e fortes paixões
Lágrimas correndo, pensando em vocês aqui esta prostrado.

Ho... amor, aqui estas todo caladinho... a saudade e do
Aqui tudo e igual; o cheiro a pobreza se mistura também
Sinto a saudade de meus irmãos de minha mãe; só pó
Nada me disseram, nem um adeus ou se aqui passam bem.

Na vida, ter amor e lealdade que se premente no altar
E dar alegria e ser feliz, nestes dias passageiros de amor
E respeitares as verdades, dor o corpo abraçar e beijar
E viver num canteiro cultivando e beijando a mesmo flor.

Breve festejaremos 50 anos de promessas sãs, e arrelias
Desde que te levei ao altar nunca conheci outra flor
Mas deste uma vida santa e pura, de mil e uma alegrias
Agora estamos perto, sinto meu coração a partir de dor.


Por: Armando C. Sousa