Verdade; tive tantos amigos de brincadeira e da escola
Amigos com quem jogava o pião e bugalhinha
Companheiros do trabalho, de passear e bater a sola
Raparigas, tantas eu partilhava a fazer nossa casinha
Amigos da mocidade, com quem partilhava o aprender
Amigos a quem deitava o braço e fazia confissão
Amigos das noitadas, danças e viagens de prazer
Nossa lealdade era um verdadeiro aperto de mão
Tive tantos... foi o destino que nos separou
Foi a vida que se apagou, deixando só saudades
Estou longe já nem sei quem a morte me deixou
De tantas em que confiava de verdadeiras amizades
Aqui não tenho amigos quem me chegue o ombro para chora
Ainda tenho um colo, que um dia peguei no altar
E minha amiga e minha eterna companheira, meu adorar
Esse ombro tenho, braços meigos, lábios doces
p’ra beijar
Tenho sim muitos amigos que adoram meu poetar
Tenho amigas que choram, a meu versos ler
Na virtualidade terei ombros, possa a cabeça encostar
Quem sinta que me poderia ainda dar prazer
São a esses amigos, que envio baraços e flores
São esses amigos para quem hoje estou a escrever
São esses amigos, meus companheiros, meus amores
Quem me dera cada um de vocês poder ir ver
Tenho uma miga que é um anjo no meu viver
Torna em imagens o que sai de meu pensar
Me envia um chi antes de adormecer
Ali fica confessando sua tristeza a meu sonhar.