Nos meus olhos humedecidos, pinga deles
um fio
Inundando o meu peito, cobrindo-o de solidão
São mágoas minhas que transbordam neste rio
Água de dor, cobre meu fado de amor e paixão.
Chegou meu penar, neste inverno de sol
e dor
Dando a meus olhos a cor, calor e verde do mar
Me aproximando com lágrimas a meu amor
Meus olhos inchados, e vermelhos de chorar.
Espero
que o rio seque, plante cachos de amores
Aos meus lábios volte sorrisos e o sabor de beijar
Eu não volte a ver aquelas rugas feias de dores
Apenas braços estendidos para me abraçares.
Amanha que não volte a ver-te com gesso no pé
Esta perto a primavera, ajuda-me a plantar flores
Espero a cada dia de manhã voltarmos ir ao café
No pátio imitar os passarinhos nos seus amores.
Tempo e meus doutores vão o pé da esposa sarar
Últimas seis semanas, fui faxineiro e enfermeiro
A primeira vez na vida, tive de cama me separar
Que seja o ultimo, desejo bem ao mundo inteiro.