Desde aquele dia que meu pai dançou, minha mãe beijo
Vinha eu no caminho do destino a nadar
Desde aquela fusão de desejo
Passos à frente um para trás, ando eu sempre a dançar
Pequenino dançava quando via as maminhas
Cresci, amava encostar roçar com animação
Aquelas melancias e duas cerejas durinhas
Metiam-me louco de tesão
A dança era de pular, de estrebuchar e gemer
Doçura e lábios cor de cereja, vermelhão
Dois passos a frente um para trás, vivia no maior prazer
Repudiávamos loucos de paixão
Ainda amo dançar aquela música de ninar
Quando a mulher pousa a cabecinha e a perna cruza
As luzes diminuem, quase a apagar
E os bicos a saltar salientes na blusa
Foi sempre assim a dança que eu amei
Dois a frente um atrás foi assim que sempre dancei.
Por: Armando
C. Sousa