Ho que bela a vida quando existe amor de Mãe
Um beijo de mãe alimenta a fome e retira a dor
Franjinha: é uma fera que nos defende também
Mas quantos tem mãe e não sabem o que é amor.

Cresci, encontrei uma flor aquém uni minha vida
Para ela eu fui ilusão, fui imã de atrair, electrificar
Sou razão de correr-mos mundo, dela estar dorida
Mas desejo voltar a correr com ela, quando sarar.

Agora, sem vocação, enfermeiro, de meu amor
Sou prisioneiro do altar, que o destino me lançou
Cozinheiro, lavo a roupa suja, salgada de suor
Acompanho, seco as lágrimas de quem me beijou.

Acordo ao som de sua voz, ao dizer, fazer chi chi
Sim, sim amigos, sou prisioneiro do dever sagrado
Um pouco de tempestade no belo tempo que vivi
São 50 anos de amor, com quem eu vivi abraçado.

Minha vida, conheci pobreza, honradez, fui mineiro
Como produtor, sentei na mesa, do país presidente
Conheci um pouquinho do mundo, do seu cheiro
Com seis filhos fomos felizes, vivi a vida contente.

Agora o destino me aprisionou por amor e dever
Por vezes sinto-me cansado, meu juízo em desatino
Mas é uma obrigação, aquém me deu tanto prazer
Farei todo o possível, sou prisioneiro do meu destino.



Por: Armando C. Sousa