A dor do amor vê esse momento se esvair, e morrer
A cama, hoje e agasalho de tanto sofrimento
Compreendo que o destino dá alegrias, pode fazer sofrer
Foi prescrito do nada à vida, esse mágico momento.

Deixei de ser poeta ou marido, para ser enfermeiro
Deixei o computador pela cozinha e a vassoura
Depois de tocar tantos burros, este será meu derradeiro
Primeiro, depois da escola, foi lavoura.

O faço mesmo sofrendo de males da idade
Tudo quanto posso dar ao comprimento do amor e altar
No momento de promessa perdi minha liberdade
Mas ganhei orgulho, só a honradez o pode dar.

Sei que os ossos não soldam com rezar e orações
Faz falta os globos sangüíneos estar ainda bem sadios
Sermos fortes para vencer todas as emoções
Temperatura certa, nem calores, nem arrepios.

No corpo de minha esposa, vejo dores, não ha paixões
Em mim existe o desejo de á ver voltar a sorrir
Estou servindo de enfermeiro, meus olhos sem eclosões
Meus desejos vela andar, braços abertos para mim, vir.


Por: Armando C. Sousa