Amores,
como e doloroso sentir que vos tenho de dizer adeus
Tantas vezes vos dei de beber e pão, que amor vos ver
crescer
Tantos amigos vos vinham visitar, filhos meus
Com estas noites frias de Outono de manhã vos vejo esmorecer.
Meus amores, tanta alegria me destes, ver os botões a
florescer
Eras a alegria no meu peito, meu coração fazias
sorrir
Flores, foste meu maior entretimento neste verão; que
prazer
Foste poesia no meu cervo amoroso a imergir.
Foste
durante meses minha maior distracção, minha alegria
Florias crescias, rastejavas, cobrias de verde o meu chão
Alegrava-me as cores e o suave perfume que de vós saía
Sei que se aproxima a hora de morrer, já choro de paixão.
Vezes o luar entrava pela janela, vos via, no pátio a
sorrir
Levantava-me e saía, deitava-me na cadeira comprida ao
luar
A esposa vinha de mansinho, vos cheirar, e me cobrir
Se acordasse, quantas vezes vos rias, a nos ver beijar e rolar.
As estrelas tantas vezes vieram pousar o diamante orvalhoso
O néctar da natureza que vos dava verde beleza de mil
cor
Apetecia fazer churrasco junto a vossa beleza, estou saudoso
Ao ver em vos a seiva gelar, podeis ver em mm grande dor.
Quando o frio gelar a neve cair, meu coração vai
chorar
Servireis como alimento da natureza da próxima primavera
Irei para canto do planeta , onde outras flores possa adorar
Um dia, como vos amores, encontrarei a morte que me espera.
Por: Armando
C. Sousa
Em: 11 de outubro de 2008 - 13:01
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