Pouco dizias para me acalmar
Fui ver-te deitada no teu lençol de cetim...
Ao luar....
Sim eras tu, sem nada de premeio
Corpo bem feito... nú
Comecei a sonhar fui para a floresta
Perto dum riacho ouvi a água
Em cascata a cair
Imaginei a tua face rosada
No lençol de cetim deitada
Imaginei-te no fundo da água
Quis de ti me aproximar
Não pude, a água começou a turvar
Com minha calma sentei-me....
Pensando em ti, fiz uma imagem
De alguém que ainda não vi
Desci ao fundo, toquei
E num segundo... foi-se
Tudo se tornou num riacho
Eu ouvia os passarinhos a cantar
O vento da serra no meu corpo a soprar
Um sonho feliz para mim
Ao ver-te deitada nua; no teu lençol de cetim
Desculpem isto é só um poema
Deixo a pena seguir meu pensamento...
Que será sem dúvida um entretenimento...
Rir, rir talvez sem sofrimento.


Por: Armando C. Sousa
19-10-2000