Manhã linda e quente, mas não queimava
Estava-se bem no pátio sentado olhado as flores
Com minha esposa recebia os bons dias de quem passava
Regava as plantas cheias de cores.

Verdade tão diferentes, mas vinham da mesma família
Eu as adoro tanto, ver tantos botõezinhos a crescer
Em frente, a arvore em flor, cheiro de tília
Na rua duas rolas picando areias, em par, me davam prazer.

E nós humanos pegamos, numa só palavra para odiar
Lembrei-me dos que sofrem na guerra sem nada ter a comer
Apenas semeiam ódios em vez de amar
Na T. V. vejo os canhões a disparar, gente a morrer.

Foi assim que dei comigo a orar a um deus que não conheço
Pois os homens fazem a guerra pelo nome de seus deuses
Procuro um deus verdadeiro, e com fervor a ele peço
Se não escutas as outras religiões, por favor escuta os ateus.

Todo poderoso: sou agnóstico, ando a tua procura
Estou pedindo para enriqueceres com verdade todo o ser
Com as guerras o mundo vai caminhando cedo para a sepultura
Outros ficam cabeça no chão, ou mãos erguidas a sofrer.

Nesta passagem, e tão lindo o viver com amor e carinho
Porque que deixas as guerras nos liquidar?
Tão bom aqui sentado comendo (cheetos) bebendo vinho
De vez em quando receber da esposa um beijar.

Porque deixas, altíssimo, estes que dizem crentes se guerrear?
Enfim meus amigos, olhar as flores e pássaros e uma beleza
Viver para ver esta vida de esplendor, nos amar e beijar
Enfim o único deus visível que orei foi a mãe natureza.


Por: Armando C. Sousa
21/07/2006