Esguia, sorridente, perfeita no andar e insinuação
Tecia o amor no fuso da sabedoria e grande prazer
Tramava no tear a fertilidade, as nuvens da paixão
amava a noite grande mas um solarento alvorecer

Frigga deusa da honestidade livre, outra paixão
Deusa do amor cobria-se; penas macias, sensuais
Não estando Odin a cama a repartia com o irmão
Relações com outro alem de Odin eram naturais.

Na teia da fertilidade tecia a beleza Escandinava
Esmagava ódio e ciúme tecia o amor da sociedade
O virtuoso sorriso era a beleza que ela mais amava
foi adorada, mulher, mais ainda como divindade.

Frigga é divindade e padroeira dos casamentos
Era linda, amor e paixão do homem entesado
De acordo depois da paixão vem novos momentos
Satisfazer-se com outro homem não era pecado.

Frigga fazia rodar o fuso da sabedoria familiar
Conhecia que seu filho iria morrer envenenado
Pediu a Hel rainha dos mortos para o levantar
Não tinha poder mítico, de coração despedaçado.

Frigga e rainha mítica do bem e amor social
Rainha da primavera e das flores tenacetum
Foi rainha da beleza Escandinávia sem igual
Liberdade do amor, virtude sem ciúme algum.


Por: Armando C. Sousa