Vivi até hoje e confesso que pequei
Confesso que fiz bem e muito mal
Homem, minha esposa sempre amei
Timonei meu destino, sai de Portugal.

Sem forças minha nau vai a deriva
Com ela minhas virtudes e meu amor
Ficam pecados mortais de minha vida
Os filhos que criei com muita dor.

Tive ódio, facadas de raiva recebidas
Quando de mansidão eu me queria valer
É o destino que controla nossas vidas
Não é ódio que tenho, e fome de prazer.

Confesso, esta loucura que tenho é amor
Sofro quando estou de prazer a espera
Gritos sem ódio confesso, é grande a dor
Mansidão é meiguice, quem ma dera.

Confesso que pequei, como todo pecador
Assim aqui estou prostrado pedindo perdão
Mas confesso o maior pecado é de amor
Culpado foi sempre o meu pobre coração.


Por: Armando C. Sousa
14/07/ 2006 22:05