Meus olhos procuram retalhar-te em vão
Vejo que as estrelas te cortam em linha reta
Brilhantes enigmáticos dançam na escuridão
Deixo de ver o esplendor, destino atingindo a meta

Não tenho espada para cortar a noite e ficar na luz
A camisa não e suficiente para me livrar
Destino termina no ponto, onde nos conduz
Depois nem as estrelas minha noite poderá cortar

Amaria pedir à noite, para os que ficam, paz e amor
Minhas gulodices da vida, já tem gosto amargo
O ponto que formou vida se tornara só em dor
As pernas já gemem... eu arreie já todo o cargo

Despi a alegria que vestia, escrevo só a realidade
Era beleza lealdade e amor que comigo vivia
Amava tanto o respeito, dentro dele, toda a liberdade
Hoje pouco resta de mm; só esta telhuda poesia

Chama-me ó noite, ao esplendor das desfolhadas
Leva-me saltar com as moças a fogueira de S. João
Ho juventude que te foste dessas orvalhadas
Apenas deixas saudades que me invade o coração.


Por: Armando C. Sousa