As
cores que encheram de vida meu pensar
Estão caindo esmorecidas no chão
A beleza da natureza sarapintado de flores
Estão tornando-se alimento debaixo do nevão.
Desapareceram o biquíni, blusa fina, e o calção
Eram a graça das ruas e das praias e do amor
Agora casaco grosso carapuça e botam
Nasce a monotonia, aqui perdemos a cor
E como um filme a preto e branco nosso viver
Esperança redobra de voltar a ver colorido
Procuramos a recordação de ver as cores a morrer
Procuramos ver no vosso pais; no nosso perdido
Para muitos a brancura e negrura é cor da morte
E o gelar do sangue que a vida aquecia
Bancos de jardim e casa de quem não sorriu a sorte
E de quem do calor do álcool e da droga vivia
Como é bela a cor da primavera a multiplicar-se
Montanhas e campos pintam-se de multicores
Tem o sabor do jovens a primeira vez a beijar-se
Abraçando-se a seu destino sem pensar em dores
Ho... as cores!... Queria voltar outra vês a vos adorar
Natureza, cor, meu deus, quero vos abraçar e cheirar
Quero o verde, quero ainda a terra voltar a cavar
A frescura das flores e dos legumes voltar a regar.
Por: Armando
C. Sousa