Adeus amor que me embalaste o pensamento
Me beijaste tantas noites no meu sonhar
Assim vivi anos escrevendo sem sofrimento
Descrevendo verdades e amor no meu poetar.

Adeus poesia, idade, minha musa se afastou
Era uma fonte, enchia a veia do meu pensar
Meu coração está dorido, ele tanto te amou
Quando ele te escrevia e pensava no sonhar.

Digo adeus à poesia, já sem forças para chorar
Passo as noites em claro, e não durmo de dia
O céu hoje e meu inferno, foi de tanto te amar
O amor de escrever, contos crónicas e poesia.

Eu fiz amor a escrever, a minha pena também
Parecia que estava a viver, amor com o pensar
O sonhar e a poesia, culpas que ninguém tem
Escrevo, faço amor, durmo, faço amor a sonhar.

Minha pena já chora, não vê a musa a chegar
Tanta poesia lá mora, sem ruma para escrever
Escreve para o p/c, fica na inviabilidade abraçada
Poesia faz amor, apenas pela sua musa beijada.

Adeus minha poesia, amor de musa se de ti partir
Será como cortar botões, antes do tempo de abrir
Não voltarei a sonhar para minha poesia escrever
Nem beijar nem abraçar nem biquinhos a lamber.



Por: Armando C. Sousa