Quem és tu terra que me embalas e me adormeces
Donde vieste neste espaço medonho, e porque estou em ti
Porque me crias, neste deleite, depois me apodreces
Quando adormeço não sei se vivo ou se morri
Terra; com quem és tu casada, que cresces beleza
Em ti tudo vive, crias o impossível de mil e uma cor
Aceitas tantas mentiras; nos dás tanta riqueza
Tantas promessas mentirosas; as maiores são de amor
Sei que casas-te com a água para seres diferente
Para tudo germinar na humidade de tua beleza
Mas porque?... Cresce em ti tanta diferente gente
E a todos darias pão, se não houvesse tanta avareza
Terra, porque és feita de tanta cor?
Porque é que em ti vive montanhas de penedos
Como tu és meiga, me dás alegria, perfume, tanta flor
Tu nunca desvendas teus enormes segredos
Por que é que em ti não germina a semente do amor?
Sempre guerras, holocaustos, só amor pelo poder
Em ti tudo nasce, sei que fazes amor quando chover mansinho
A ti, terra natureza mãe de meu viver, de minha alegria
Apresenta-me o altíssimo aquém devo amor e carinho
Me deu pensar para escrever esta poesia
Diz-me terra, quem te plantou encima do mar?
Como podes tu com tanta água em cima!...
Tantos vulcões á arderem; água não é capaz de os apagar
Terra mãe, porque autorizas viver em ti tanto pecado?
Mostra-me quem te criou, te conserva no eixo sem voar
Porque não nos crias em igualdade, e ser amado...
Terra, viverei em ti eternamente quando morrer
Amo tua beleza, deus que nos criou, do fundo do coração
Não faças tantos inocentes padecer
Olha se a todos podes dar pão.



Por: Armando C. Sousa