Encostado
há voz do silêncio, de encontro ao nada
Frígido, abraço-me a cabeceira do desespero
Encontro a angústia da separação do amor
pintada
Amo a transformação; amor sem doença, espero
É gelado o silêncio do amor
E um choro constante que enlouquece e faz doer
E escutar e sentir quem amos em persistente dor
Chega o desejo de fechar os olhos e morrer
Palavra de amor escondem-se... e silenciosa
Corpo com dor, chanca de árctico gelado
Que saudades da mulher “minhona” e amorosa
Mas a vida e assim, não se sabe ao ser chegado
Que beleza outrora; hoje pedaço de gelo frio
Seis filhos maravilhosos e amorosos, vivida
Hoje vivo com meus poemas e a dor ao desafio
Sinto um corpo gelado, e o silêncio de dor perdida
Idosos sem dor, haveria ainda muito amor a dar
Assim caminhamos para o silêncio total da vida
Belos tempos de amor por nós vividos
50 anos de bênçãos, ao trabalho e ao amor
aguerrida
Silencioso choro hoje, ao ver cair seus vestidos.
Por: Armando
C. Sousa