Sulcando os oceanos, nasceu a palavra
saudade
Da Aldeia e dos amigos, negrura que nos invade
Mas eles eram valentes, sem saberem a onde iam
Na África e Oriente, novos mundos descobriam.
Foram descobridores, Católicos
e Evangelistas
Foram também trovadores, Poetas e romancistas
Levavam a crus de Cristo, gravada nas suas velas
Eram valentes soldados, feitos de almas singelas.
A humanidade enriqueceu, o pensar modificou
Tanto soldado morreu, que os Oceanos sulcaram
Regressarão sempre alguns, para as façanhas contar
As tempestades medonhas, noite de dia; o mar!...
Os Portugueses foram grandes; Macau
è a prova
Combatendo os piratas, descobrindo terra nova...
Enalteceram Portugal, a China nos ficou grata
Fomos mestres do mar, Nau Caravela ou Fragata.
Hó Mar, de grandes dentes verdes
e amarelados
Na ponta de teus cabelos tantos dos nossos dragados
A ternura que os esperava ficou só; desamparada...
Sem abraços Mãe, de sua Esposa ou sua amada.
Oceanos
e Portugal, séculos deram as mãos
Nunca mais se separaram, vivendo como irmãos
Deram lendas ao mundo, cantigas ao trovador
Mestres no negócio, enfrentando frio chuva e calor
Portugal e Oceanos eu por vós morro de amor
Sou sangue de meus avós, raça de eterno valor.