Esse e o poeta que caminha ao encontro da verdade
Palmilhado procura sons de encanto
Poeta torna uma esquina, em jardim, este em saudade
Torna a mulher vulgar, em um encanto.

O poeta entra em toda a porta entreaberta
Procura alojar-se de verdade em meigo coração
Da alegria amor e saber a mente deserta
Poeta inventa, faz mesmo as pedras dar pão.

Poeta vê em cada árvore passarinhos
Faz da árvore chocadeira de amor e encanto
Descreve no meio da folhagem tantos beijinhos
Poeta sofre por amor, difícil secar seu pranto.

Poeta faz um mar e leito de espuma
E um peregrino, procurando deus seu senhor
Tanto palmilha, não o encontra em parte alguma
Quantas vezes é odiado por distribuir amor.

Poeta faz dum saco sem atilho sentir-se amada
Andarilho, galanteia em todo o canto do mundo
Faz sentir a mulher saco, em pessoa estimada
Sua mente e uma fonte; brota poesia cada segundo.

Hoje eu sou um peregrino que mendigo amor corporal
Tanto naveguei no mar de minha paixão
Hoje me acarinha; nada me dá porque esta mal
Deixando-me peregrino com destroçado coração.



Por: Armando C. Sousa
Em 05/09/2008 21:35 AM