Eram nada… talvez umas ervinhas, que a vaca comia
Mais tarde, foram beijos de amor
Foram fogueira do desejo que ardia
Meus olhos talvez fossem as chamas desse calor
Foram espumas, aos olhos de quem via
Mas essa espuma era doçura e louco prazer
Eram expulsões de amor que faziam gritar de alegria
Multiplicações de células; meus olhos no
fazer
Mais de 75 anos que viram pela primeira vez a luz
O presente que o criador me deu, estavam cansados
Já troquei um por o que a ciência produz
Estou satisfeitíssimo com os homens, resultado
Os olhos que o criador me deu precisavam de ajuda
Assim procurei a silencia para me ajudar
Antigamente se ouvia tanta mentira grande e bicuda
Dava-se olhinhos a Santa Luzia, passando a vida rezar
O padre à custa da Santa enchia o saco e a pança
Para quem cegava era a única esperança que havia
E nossa mente enfraquecida, fazia confiança
Dava tudo, para ver se via, a Santa Luzia
Ajudai a ciência, a única que nos pode fazer ver
Se rezares, também faz bem e acalma
Mas nunca a ídolos de pau ou gesso, prometer
Morres e desapareces, mas existem humanos com alma
Precisam de ti, para ver e menos sofrer
Em quatro semanas terei meu olho esquerdo operado
Esperando o mesmo sucesso, que tive no primeiro
Assim continuarei a ver com esperado
Desejando que a ciência se espalhe pelo mundo inteiro
Sem cana branca tacteando o estrado
Bendita seja a ciência e quem nela credita
Milagre de homens por todos seja louvado
A mente podre de medo, vive sempre aflita
Meus olhos em evolução ficam longe de poesia
Esperando viver os últimos anos com satisfação
Escrevendo verdades que sinto, com mais alegria
Dando largas aos sentimentos de meu coração
Meus olhos foram maravilhas concedidas pelo criador
No universo Viram coisas lindas, estão cansados
Coisas do criador, nunca por alguém igualados
Estão a ser reparados, estão cansados.
Por: Armando
C. Sousa