Há ai uma pinguinha d'água clamei
Que possais dar a um barqueiro
Sem água limpa na água morrerei
Esta água dos rios, veneno e lameiro.

Na água morro à sede, não é preguiça
É resultado da ganância desenfreada
Será melhor morrer à sede nesta justiça
Que beber veneno do lameiro estragada.

São cães vacas porcos que na água vem
Corpos humanos carros e camiões
Comboios e coco da gente também
Uma loucura, gente ignorante porcalhões.

A água esta poluída, veneno de mil cores
O ar escuro com fuma de sulfura e alcatrão
Uns morrem aos bocados e com dores
Outros sem forças já não cultivam seu pão.

Não estragues elementos que te faz viver
Ar e água, são a força motriz de nossa vida
Sem os dois, poucos segundos, e vais morrer
Esta beleza deixas para sempre, adormecida.



Por: Armando C. Sousa