Há
ai uma pinguinha d'água clamei
Que possais dar a um barqueiro
Sem água limpa na água morrerei
Esta água dos rios, veneno e lameiro.
Na água morro à sede, não
é preguiça
É resultado da ganância desenfreada
Será melhor morrer à sede nesta justiça
Que beber veneno do lameiro estragada.
São cães vacas porcos que
na água vem
Corpos humanos carros e camiões
Comboios e coco da gente também
Uma loucura, gente ignorante porcalhões.
A água esta poluída, veneno
de mil cores
O ar escuro com fuma de sulfura e alcatrão
Uns morrem aos bocados e com dores
Outros sem forças já não cultivam seu pão.
Não
estragues elementos que te faz viver
Ar e água, são a força motriz de nossa
vida
Sem os dois, poucos segundos, e vais morrer
Esta beleza deixas para sempre, adormecida.