Sem sono, esperei no mesmo lugar, queria ver a estrela
Aquela, de brilho intenso que me vem guiando
Meiga, amorosa e musa do meu poetar, não quero perdê-la
Queria vela, veio a madrugada e eu esperando.

No meu sonhar...

Agora estou a escrever sonolento
Não vi a estrela, a musa que e dão de meu escrever
Talvez encoberta; ou deus não a deixou sair ao firmamento
Senti mais forte a dor da verdadeira solidão, o sofrer.

No meu sonhar...

Mas hoje esperarei, ver se a vejo imergir
Coração, e ouvido de lhe falar sentem prazer
Hoje o sol despontou sem eu conhecer o dormir
Os meus dedos mortos nem da pena queriam saber.

No meu sonhar...

Esse amor da pena, é livre de voar, fugir do sonho
Vive a vida, sem estares agarrada a preconceitos
A solidão; é engano... é sofrer... é enfadonho
Cada madrugada, os caminhos são mais estreitos.

No meu sonhar...

Naquela estrela poética morava um anjo a me guardar
Eu sentia-o a amaciar-me os caminhos
Agora nem em imaginação o posso beijar
Estrela poética, cada madrugada atirava beijinhos.

No meu sonhar...

Desaparecia do céu, pegava em sabão se ia banhar
Mas como musa ficava no meu pensar o seu sorriso
O sono pegava em mim, me levava ao meu sonhar
Os poemas vinham com amor adornar meu paraíso.

Era assim meu poetar...


Por: Armando C. Sousa
Em 30/08/2008