Adeus
Macau último baluarte dum império
Hoje te digo adeus para sempre a serio
Foste riqueza da alma nobre Portuguesa
Voltas ao seio mãe; volta a página de beleza.
Serás sempre Macau, porta para o Oriente
Tantos nomes e sangue nosso em tua gente
Apenas o imortal ficará, pena e espada em riste
É o maior de Portugal, morreu mas ainda existe.
Ao
2.000 não chegarás como pérola Portuguesa
Mas farás Milhões contentes, pela certeza
Camões ficará contente ao ver-me escrever
Eu contente estou ao ver-te no seio da mãe viver
Camões
fica erguido, imaginado por um Chinês
Irás viajar planetas e estrelas com nome Português
Destes á pena dos poetas alma e imaginação
Morreste esfomeado, hoje vives em nosso coração.
Macau
te viu escrever na gruta a imortal epopeia
Grande amor e gloria nossa historia asseia
Hoje mesmo vais deixar de ser Macau Português
Digo-te adeus Macau, historia começa outra vez.
Apenas
a língua de nossa mãe continuará a viver
O nome de Portugal também irá desaparecer
Tudo voltará á mãe donde saiu, ventre ou
seio
Voltaras ao grande Continente Europeu, eu creio.
As
minhas palavras viverão o mundo verá a verdade
Não haverá mais fronteiras, continente liberdade
Só a língua poderás guardar como grande
riqueza
Será tudo que ficará da grande nação
Portuguesa.