Alguém ao ler o que escrevo me chama
poeta
Quase setenta e cinco, ainda não aprendi o caminho
Estou muito perto, quase a cortar a meta
E o que procuro de vos é um pouco de carinho.
Verdade; tenho andado por aqui aos encontrões
Já estive algumas vezes voando lá em cima
Mas nada aprendi, da estrada celestial ou trovões
Nem procurei, deixo tudo ao destino, minha sina.
Só
a beleza, dos montes de algodão, é sem igual
Por onde passei, amaria minha língua sem tradução
Das tradições festivas ali havia Páscoa e
natal
O mais importante é trabalhar poder ganhar o pão.
O trabalho dava para todas as bocas ter a comer
Eu na escuridão da mina cada dia cantarolava
Se lembrava do que cantei punha-me a escrever
Baseado em cantigas que minha mãe cantava.
O amor ao verdadeiro, aos amores faz o poeta
Prometendo de aprender e não usar hipocrisia
Atirar ao mundo seu pensar, não por na gaveta
Assim transforma a verdade em linda poesia.

Por:
Armando C. Sousa