Quando lanço meu olhar sobre o
que se passa no universo
Sinto arrepios, me dói o coração, ver tanto
chorar
Chega o Natal e existe tanto ódio, tanto ser perverso
Sem pão, sem amor, não nos podemos abraçar
A ambição mentira e guerras, destrocem meu desejo
Ouço tantos gritos de tortura, por um nome que não
faz sentido
Humanos, mas a crença não lhes permite um beijo
Deus... por onde andas?... Tantas atrocidades têm primitivo
O faminto já não o vejo chorar, vejo o condor,
pronto a o comer
Secaram-lhes as poças, não sabem, não meios
para poços abrir
Água barrenta cheia de moscas e lesardes tem de beber
Quando lanço meu olhar, vejo pobreza sem a poder provir
Cheiro de rezas, o verde a desaparecer com as queimadas e fumaça
Pobreza tão pobre nem farrapos têm para se cobrir
Guerras por desconfianças e mentiras são a maior
desgraça
Tanta ignorância para cacos de espelho se põe a
rir
Campos sem erva são, ver animais como os homens ressequidos
Deuses não chegam lá, não há dinheiro
para balde encher
Não querem filmar, ou ouvir desta gente tantos gemidos
Semeiam crenças, crianças vêem seus pais
cair e a morrer
Governos os podeis ver gordos e lustrosos
Os pedófilos têm nessas crianças seu prazer,
seu armazém
Vê e consente estes crimes monstruosos
O poder a olhar esta desgraça, esta gente com desdém
Tremo Poetas, ao estender meu olhar
Espero amigos que os desmascarais também.
Por: Armando
C. Sousa