Meus poemas
vão saindo da escuridão onde nasceram
Sem olhos, esbarravam-se nas pedras de radiação
Tantos deles lindos, esmigalhados em ais ali morreram
Outros vinham com doçura amaciar meu coração
Na escuridão, diabos barulhentos me vinham visitar
Meu destino me retirava para o lado, as pedras a cair
Eu agarrava os diabos paro pelos rabos os atar
Nessa escuridão para meus filhos tinha o pão a
partir
Minha mãe sorria com doçura em meu pensar
Me avisava de todo o perigo, pedras soltas, a cair
Esquecimento chegava, eu, meus poemas a cantar
Missão comprida estava já na hora de sair
Mente misteriosa, da minha saíam belos poemas
Os empilhava na escuridão da fúnebre da mina
Havia de amor, deuses e mentiras por temas
Corria atrás do pão, era meu fado, a minha sina
Tantos ficaram afogados nas águas límpidas dos
lagos
Como por encanto peixes se pendia ao ouvir cantar
Limpava os pulmões, o peixe por quilo eram caros
Guardei nas nuvens tantas vezes trechos poéticos
Eram saudades dos amigos família e meu torrão
Amigos e familiares sem trabalho e sem pão,
Eu partia a radiação, para armamentos bélicos
Venho desenterrando meus poemas de minha mente
Dando-lhe luz, me dão alegria ao coração
Espalhando paz e amor nesta minha semente
Agora escrever e poetar é minha grande paixão.
Por: Armando
C. Sousa